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 ESCOLA ESTADUAL GUILHERME CLEMENTE KOEHLER

 

ALUNAS PESQUISADORAS:Jordana Pianesso e Patricia Bertollo

TURMA:412

PROFESSORAS:Vera Frantz e Noemi Huth

PROFESSORAS PARCEIRAS:Neiva Anelise, Ana Luiza e Gizelda

 

O Ensino em Ijuí

 Pergunta da Investigação: Como aconteceu o ensino em Ijuí até chegar a universidade?

 

Certezas provisórias:

-Ijui hoje possui escolas de cursos técnicos.

-Hoje ijui possui uma das mais conhecidas universidades do Rio Grande do Sul.

 

Dúvidas temporárias:

-Como está o ensino de Ijuí hoje?(não há dados pesquisados)

-Quando foi fundada a primeira escola em Ijuí?

-Quais foram os primeiros professores?

-Quais as primeiras escolas estaduais fundadas?

-Quando foi implantado o ensino de 1º e 2º graus?

 

 

 

A Educação Escolar

Pela abertura da Picada Conceição foi encarregado em 1948, o agrônomo José Gabriel da Silva Lima, que ao iniciar a venda de suas terras, destinou uma área de 200 metros quadrados para a construção de uma escola/capela, em madeira (1803) e em alvenaria (1919). Os primeiros professores foram Dinorah Garcia Neves, depois Joaquim Amorim Júnior (1908) e novamente Dinorah Garcia (1914). Sucederam-se diversos outros professores como Alfredo Azevedo Fonseca, Maria Alina Pereira e Elvira Dalmás, esta já, nos anos 50.

A instrução escolar iniciou-se na sede da colônia, com o professor Roberto Roeber, imigrante de origem alemã que, em 1893, veio para Ijuí como professor particular, ministrando aulas nos fundos do Barracão. No mesmo ano edificou-se o prédio para a primeira escola pública, em terreno destinado pela Comissão de Terras pouco acima da igreja da Natividade. O professor Roeber Passou a ministrar suas aulas nesse prédio e, para poder lecionar na escola pública, prestou exames em Cruz Alta, sendo aprovado. Para lecionar uma das meninas selecionadas foi a professora Belmira Terra.

Já em 1903, o pastor Hermann Rosenfeld, resolvia fundar sua escola. Em 1908, o professor Henrique Siedemberg substitui o pastor Rosenfeld e, em 1912, a escola paroquial se transformava em escola alemã e passa a ser mantida pela Sociedade alemã, que daria origem ao atual Colégio Evangélico Augusto Pestana.

Havia íntima relação das funções religiosas e os escolares. A escola assim se fazia centro do culto religioso, do saber e do lazer. A pessoa mais instruída e, freqüentemente, a mais disponível, era convocada, dedicando-se ela, um turno à escola e em outro ao trabalho.

A primeira escola do interior do município é considerada a “aula letta” fundada em 1899, na linha 10 leste, nas dependências da Igreja Batista Leta, tendo como professor André Gailis apoiado pelo pastor Jahmis Inkis. Os letos mostraram-se pioneiros em várias frentes, sendo os primeiros a introduzir em seus currículos a língua vernácula, ministrando, já no primeiro ano, três línguas: a leta, a alemã e a portuguesa. As diferentes disciplinas eram ministradas na língua da etnia. Somente com o advento do Estado Novo, em 1938, acontece, por via da força, a nacionalização do ensino em todas as escolas do município.

Existem também referências sobre duas escolas polonesas fundadas por volta de 1896: uma na linha 11 oeste e outra na linha 1 leste. E o padre Cuber menciona a existência de uma escola na vila, em 1898, regida pelo professor Casemiro Dambroz.

Em Ijuí, a maioria das escolas particulares passou a ser municipalizada: o poder público contratava o professor aprovado em concurso de habilitação, com parte do ordenado subvencionado e parte pago pela sociedade escolar.

Em 1916, Ijuí recebia seu primeiro grupo escolar, mas agora em condições precárias: além da insuficiência do espaço físico reclamava-se da falta de mobiliário e material. Em novembro do mesmo ano concluía-se mais um prédio, em 1918 um outro e em 1920 introduzidas melhorias que comprovavam as exigências e o desenvolvimento do ensino na sede do novo município. Em 1921 o grupo escolar era elevado a colégio elementar , sob a direção da professora Geny Gony. E, em 1933, inaugurava-se o majestoso prédio, do atual “Ruizinho”, localizado no centro da cidade de Ijuí.

Em 1935 era criado um grupo escolar na sede General Firmino, terceiro distrito de Ijuí. No ano seguinte era criado um grupo escolar na linha 8. E, nesse mesmo ano, o prefeito municipal faz uma análise de como andava o ensino em Ijuí.

Vale ressaltar que o colégio Sagrado Coração de Jesus foi aberto em 1934 e recebeu alunos de 3 a 12 anos até o inicio do segundo grau para a posterior habilitação para o magitério,  vinha somar-se à tradicional Escola Estadual Guilherme Clemente Koëhler. Chegamos assim, até os anos 50.   

 

 

 

 

A Educação Popular
         Desde o início da colonização de Ijuí a educação foi eminentemente popular.
            A partir de 1957 a Fafi retomava a educação popular através de suas atividades de extensão em Ijuí e nos municípios vizinhos. Pretendia-se levar a cultura ao povo numa atitude salvacionista, na verdade uma transposição ao campo religioso-pastoral.
            Assim, já em 1961, vieram surgindo as Associações de Amigos nos Bairros.Surgem nas escolas os Círculos de Pais e Mestres.E, junto aos bairros, surgem ainda os Clubes de Donas de Casa e os Clubes Infantis, com seu programa radiofônico semanal, o Sonho Infantil.
            A partir de 1962, surgiam lideranças que percorriam o município, levando a toda parte o entusiasmo de que estavam possuídos, e, sobretudo, despertando iniciativas e promovendo campanhas de mobilização geral.
            Também era fundado em 1961 o Museu Antropológico “Diretor Pestana”, com o objetivo de apresentar “uma síntese geral da evolução de nossa região pela mão do nosso homem”.

 

 

A EDUCAÇÃO ESCOLAR
O ensino técnico-profissional conseguia sua equivalência com o ensino secundário, conforme a LDB de 1961.
Em Ijuí era criada, em 1953 a escola Normal rural “Assis Brasil “sob a direção dos Freis capuchinhos que haviam assumido em 1952, a direção da paróquia de São Geraldo, e assumiam também em 1953, a direção do Ginásio Soares e do Instituto de menores de Ijuí.
Também em 1953 era criado o Ginásio Noturno Soares de Barros, mantido pela Campanha Nacional de Educandários  Gratuitos e funcionando no prédio do grupo escolar Rui Barbosa e tendo como seu primeiro diretor um frei capuchinho. Em 1960 ao curso ginasial é acrescentada a criação da Escola Técnica do comércio.
Á Escola Normal Rural “Assis Brasil” iniciara ela no antigo prédio da Escola de capatazes, para dois anos depois, ver inaugurado seu próprio prédio e em 1958, fosse construído o alojamento para um internato misto.
Em 1962, era criada a Escola Técnica Industrial 25 de Julho que habilitava alunos em eletricidade, mecânica geral, marcenaria e mecânica de automóveis e, para alunos trabalhadores oferecia cursos noturnos e rádio-técnico. Ao sexo feminino oferecia corte e costura e, culinária.
Já em 1983,haviam sido criados o Ginásio Duque de Caxias e a Escola do Comercio que se denominavam Instituto Comercial de Ijuí, por iniciativa do Professor Guilherme Clemente Köehler (cf.Colling,1994 , p.115-22).
A UNIVERSIDADE EM IJUÍ
Data de década de 1920 a idéia de uma universidade brasileira. Em 1957 a criação da faculdade de filosofia, ciências e letras de Ijuí – a FaFi que desde o início centrada nos cursos de filosofia e de pedagogia, isto é, nos ideais sepultos da universidade brasileira(cf.Marques ,1997,p.10-13).
Foram os frades capuchinhos os agentes primeiros e decisivos na implantação e posterior desenvolvimento do ensino superior em Ijuí. Em Ijuí canalizavam seus ardores missionárias para o campo da educação e de aventuravam pelos caminhos do ensino superior .
Em 1964 para facilitar o acesso dos candidatos procedentes, resolveram criar uma faculdade em Santo Ângelo e em Cruz Alta, Institutos Superiores de Cultura com a finalidade de descentralizar as atividades de extensão de pesquisa e do ensino superior.
O ano de 1968 consolidou o cumprimento  do compromisso dos Capuchinhos que se consideravam livres para à região o comando do ensino superior. Em 1969, criaram uma fundação de caráter comunitário, a Fidene, pessoa jurídica de direito privado, com sede e foro na cidade de Ijuí.
O objetivo estatuário de “Promover a formação, a especialização e o aperfeiçoamento de pessoal para empreendimentos públicos e privados “apontava, desde logo, para a criação de curso na área das ciências administrativas, Contábeis e Econômicas de Ijuí(facacei).
Em julho de 1980, a presidência da Fidene constituía Grupo de trabalho para a elaboração do processo de reconhecimento como universidade dos cursos superiores até então mantidos pela instituição. O projeto de formalização legal da universidade emergente foi protocolado no conselho federal de educação .
A Fidene reelaborou o volumoso processo inicial e encaminhou ao CFE, em data de 13 de maio de 1983.
O ministro da educação reconhece a Universidade de Ijuí, mantida pela Fundação de Integração, Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado e aprova-lhe o Estatuto e regimento geral(1984,Passim).
São características da Unijuí, a marca  regional e interiorana de uma instituição a serviço de camada amplas da população, a dimensão pública não estatal e comunitária, a centralidade em uma pedagogia decorrente da forma de pensar e operacionalizar o desenvolvimento regional, a autogestão, a dimensão do desenvolvimento sustentado pelos saberes necessário, a circulação dinâmica e intercomplementar da extensão, pesquisa e ensino, a política de formação e qualificação de seus recursos humanos, o compromisso com os remanescentes indígenas e com as parcelas mais necessitadas da população regional.
Os departamentos integram a estrutura da Unijuí e constituem a base de operacionalização de suas funções substantivas. Entre os principais órgãos complementares e de apoio situam-se a Biblioteca Universitária, a Editora Unijuí e o Museu Antropológico Diretor Pestana.
Em 1993 a universidade de Ijuí foi regionalizada ,passando a denominar-se Unijuí –Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Atualmente são 51 os municípios que compõem a área prioritária de atuação da Universidade e situados nos campi de Ijuí, de Santa Rosa, de Panambi e de Três Passos com núcleos em Santo Augusto e Tenente Portela (cf,Frantz,Telmo 1998 e 1999, Passim).
Também era fundado em 1961 o Museu Antropológico “Diretor Pestana”, com o objetivo de apresentar “uma síntese geral da evolução de nossa região pela mão do nosso homem”...

 

 

 BIBLIOGRAFIA:

Marques, Mário Osório. IJUÍ(RS) - Uma Cultura Diversificada. Ed.UNIJUI.2002.Coleção Museu Antropológico Diretor Pestana

 

 

 

Comments (5)

Anonymous said

at 10:04 pm on Apr 26, 2007

Olá, meninas! Iniciaram muito bem, porém necessitam agilizar a pesquisa, postando o que já realizaram, inclusive o 1º Mapa Conceitual. Deverão realizar a 2ª versão do Mapa, concluir a investigação e o texto final. Bom trabalho! Vera e Noemi

Anonymous said

at 4:42 pm on May 1, 2007

Meninas!Necessitam agilizar o trabalho de vocês e conclui-lo. Mãos a obra! Profª Neiva

Anonymous said

at 10:55 am on May 6, 2007

OLÁ! ESTIVE RELENDO A PESQUISA DE VOCÊS E PERCEBI QUE HOUVERAM ALGUMAS MODIFICAÇÕES EM RALAÇÃO A ALGUNS COMENTÁRIOS QUE REALIZEI NO GRUPO, QUANTO A REALIZAÇÃO DE INTERFERÊNCIAS DE VOCÊS NO TEXTO DA INVESTIGAÇÃO.
O TEXTO FINAL DEVERÁ SER REVISTO, NECESSITANDO APARECER NELE O FOCO DA PESQUISA, REALIZANDO UMA SISTEMATIZAÇÃO SOBRE A PESQUISA REALIZADA. OK? Estou a disposição para conversarmos. ABRAÇOS, Vera Frantz

Anonymous said

at 10:57 am on May 6, 2007

Voltei... Precisa aparecer na página de vocês a pergunta inicial. Não esqueçam de incluir. Beijinhos! Vera

Anonymous said

at 11:27 am on May 9, 2007

Meninas! Precisamos sempre ter muito claro o que iremos pesquisar para que não se fuja do que realmente se quer esclarecer, conhecer, saber mais. O ensino de Ijuí hoje como conversamos nos faz ir a busca de um outro caminho, de outras buscas. Vem a ser um outro encaminhamento.Este assunto poderá ser a próxima investigação do grupo. Ok?
Parabéns pelo trabalho realizado e o interesse na busca de referências bibliograficas para a pesquisa!Abraços Vera Frantz

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