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TEXTO FINAL

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Texto Final:
 
 
A colonização de Ijui ocorreu por descendentes europeus, sendo eles: alemães, italianos, poloneses, letos, entre tantas outras etnias.
 
O agrônomo José Gabriel da Silva Lima foi o encarregado pela venda das terras, dando inicio a colônia YjuhY. E, ao iniciar a venda de suas terras, destinou uma área de 200 metros quadrados para a construção de uma escola/capela, em madeira (1803) e em alvenaria (1919). Os primeiros professores foram Dinorah Garcia Neves, depois Joaquim Amorim Júnior (1908) e novamente Dinorah Garcia (1914). Sucederam-se diversos outros professores como Alfredo Azevedo Fonseca, Maria Alina Pereira e Elvira Dalmás, esta ultima já, nos anos 50.
A instrução escolar iniciou-se na sede da colônia, com o professor Roberto Roeber, imigrante de origem alemã que, em 1893, veio para Ijuí como professor particular, ministrando aulas nos fundos do Barracão, local que alojava moradores temporários, até se instalarem em suas propriedades. No mesmo ano edificou-se o prédio para a primeira escola pública, em terreno destinado pela Comissão de Terras pouco acima da igreja da Natividade. O professor Roeber Passou a ministrar suas aulas nesse prédio e, para poder lecionar na escola pública, prestou exames em Cruz Alta, sendo aprovado. Para lecionar também foi selecionada a professora Belmira Terra.
 
Já em 1903, o pastor Hermann Rosenfeld, resolvia fundar sua escola. Em 1908, o professor Henrique Siedemberg substitui o pastor Rosenfeld e, em 1912, a escola paroquial se transformava em escola alemã e passa a ser mantida pela Sociedade alemã, que daria origem ao atual Colégio Evangélico Augusto Pestana.
 
Havia íntima relação das funções religiosas e os escolares. A escola assim se fazia centro do culto religioso, do saber e do lazer. A pessoa mais instruída e, freqüentemente, a mais disponível, era convocada, dedicando-se ela, um turno à escola e em outro ao trabalho.
 
Outras escolas surgiram, como na linha 10 leste em 1899, nas dependências da Igreja Batista Leta, tendo como professor André Gailis apoiado pelo pastor Jahmis Inkis, eram ministradas aulas letas. Existem também referências sobre duas escolas polonesas fundadas por volta de 1896: uma na linha 11 oeste e outra na linha 1 leste. E o padre Cuber menciona a existência de uma escola na vila, em 1898, regida pelo professor Casemiro Dambroz.
 
Em Ijuí, a maioria das escolas particulares passou a ser municipalizada: o poder público contratava o professor aprovado em concurso de habilitação, com parte do ordenado subvencionado e parte pago pela sociedade escolar.
 
Em 1916, Ijuí recebia seu primeiro grupo escolar, porém em condições precárias: além da insuficiência do espaço físico e da falta de mobiliário e material. Em 1921 o grupo escolar era elevado a colégio elementar, sob a direção da professora Geny Gony. E, em 1933, inaugurava-se então, o majestoso prédio, do atual “Ruizinho”, localizado no centro da cidade de Ijuí.
 
Vale ressaltar que o Colégio Sagrado Coração de Jesus foi aberto em 1934 e recebendo  alunos a partir de 3 anos até o inicio do segundo grau para a posterior habilitação para o magistério,  vinha somar-se à tradicional Escola Estadual Guilherme Clemente Koëhler.
 
 Desde o início da colonização de Ijuí a educação foi eminentemente popular.
 
O ensino técnico-profissional conseguia sua equivalência com o ensino secundário, conforme a LDB de 1961.
Em Ijuí era criada, em 1953 a escola Normal rural “Assis Brasil “sob a direção dos Freis capuchinhos que haviam assumido em 1952, a direção da paróquia de São Geraldo, e assumiam também em 1953, a direção do Ginásio Soares e do Instituto de menores de Ijuí.
Também em 1953 era criado o Ginásio Noturno Soares de Barros, mantido pela Campanha Nacional de Educandários  Gratuitos e funcionando no prédio do grupo escolar Rui Barbosa e tendo como seu primeiro diretor um frei capuchinho. Em 1960 ao curso ginasial é acrescentada a criação da Escola Técnica do comércio.
 
   Desde o início da colonização de Ijuí a educação foi eminentemente popular, surgindo muitas outras escolas públicas, conforme a exigência e crescimento da população.
 
Em 1957 a criação da faculdade de filosofia, ciências e letras de Ijuí – a FaFi que desde o início centrada nos cursos de filosofia e de pedagogia, isto é, nos ideais sepultos da universidade brasileira(cf.Marques ,1997,p.10-13).
 
            A partir de 1957 a Fafi retoma a educação popular através de suas atividades de extensão em Ijuí e nos municípios vizinhos. Pretendia-se levar a cultura ao povo numa atitude salvacionista, na verdade uma transposição ao campo religioso-pastoral.
 
            Assim, já em 1961, vieram surgindo as Associações de Amigos nos Bairros. Surgem nas escolas os Círculos de Pais e Mestres. E, junto aos bairros, surgem ainda os Clubes de Donas de Casa e os Clubes Infantis, com seu programa radiofônico semanal, o Sonho Infantil.
 
            A partir de 1962, surgiam lideranças que percorriam o município, levando a toda parte o entusiasmo de que estavam possuídos, e, sobretudo, despertando iniciativas e promovendo campanhas de mobilização geral.
 
           Em 1961 era fundado o Museu Antropológico “Diretor Pestana”, com o objetivo de apresentar “uma síntese geral da evolução de nossa região pela mão do nosso homem”.       
            Em 1993 a universidade de Ijuí foi regionalizada, passando a denominar-se Unijuí – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.
 

 

Considerações Finais:

 

Ao concluir este trabalho, percebemos que foi muito interessante realizá-lo, pois conseguimos ampliar nosso conhecimento sobre esse assunto, e também exclarecer as dúvidas que tínhamos. Teve a questão "Como está o ensino de Ijuí hoje?" que não conseguimos a resposta, pois tivemos pouco tempo para a pesquisa. Mas, apesar disso o trabalho foi um sucesso. 

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